Trabalhava-se de sol a sol. A comida era pouca e o trabalho no campo exigia um corpo bem preparado. A alimentação incidia essencialmente na sopa de feijão com sopas de broa. Como os tempos eram difícieis, e nada se podia estragar, aproveitavam-se as sobras da sopa; juntava-se-lhe farinha de trigo e faziam-se as papas labregas.

A broa era uma presença constante em todas as refeições. Fazia-se broa da farinha de milho, e no tempo da guerra (a 1ª Guerra Mundial), onde toda a comida escasseava, utilizava-se farinha de aveia e cevada. Além de ser o acompanhamento da sopa, comia-se broa com sardinhas (o único peixe que entrava na alimentação) e com azeitonas.

Uma vez por ano matava-se o porco; com as tripas e o sangue faziam-se morcelas e chouriços de farinha. Com a assadura, o sangue e o fígado fazia-se o sarrabulho.

Determinados pratos eram propositados para certas ocasiões.

Nos casamentos matava-se uma rês. Comia-se a sopa, e do animal fazia-se arroz de fressura e chanfana.

No domingo do Entrudo matava-se o galo mais gordo da capoeira, para fazer arroz de cabidela.

Na 5ª feira da Semana Santa, o chamado Dia do Bom Jantar, faziam-se filhós de farinha.

O nosso obrigado à Sra. Cristina Santos, pelos conhecimentos e pela boa comida.